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A inovação do sanduíche

16 de junho de 2011

A Estratégia do Oceano Azul nada mais é do que encontrar os espaços ainda não explorados pelo mercado. Mas embora pensar fora da caixa pareça simples, é coisa de quem realmente transpira uma ideia. Existem casos de negócios que conseguem achar o caminho certo da inovação. O Circus, vencedor da última edição da Veja Belém na categoria sanduíches, é um exemplo.  

Rodrigo, Artur e Fernando

Hoje três sócios movimentam o estabelecimento. Mas a ideia de fazer uma hamburgueria totalmente original não nasceu do dia pra noite. Artur Bestene, inventor do projeto, é apaixonado por hambúrguer desde que se entende por gente e começou fazendo invenções de sanduíches para amigos.

Há seis anos ele abriu o seu primeiro negócio no subúrbio de Belém, a Rock and Roll Circus. Era um bar, com hambúrgueres originais que ele inventava e uma trilha sonora de clássicos do rock americano. Porém, por melhor que a ideia fosse o ponto comercial não colaborava. Após um ano de portas fechadas, o Circus mudou-se para a Praça do Arsenal, na Cidade Velha, onde ainda era bar.     

Depois de um tempo Arthur começou a perceber o declínio no movimento e a essa altura ele já ouvia conselhos pra mudar o ponto de lugar. Foi aí que Rodrigo e Fernando Cruz entraram na história. O negócio de Rodrigo, no segmento de automóveis, não ia bem e o irmão, Fernando, também estava meio insatisfeito. Então eles decidiram unir as forças.   

O Circus, agora com o nome reduzido e conceito mais gastronômico, ganhava um ponto novo em um dos bairros mais nobres da cidade, Nazaré. Os três tinham, além de uma ideia pra lá de original, um local perfeito para o projeto poder se expandir. E desde então é o que tem acontecido. Uma mudança aparentemente simples, mas que na prática fez toda a diferença.

Há menos de um ano no novo endereço eles já colhem os louros do investimento e o estabelecimento passou a receber mais gente, com movimento durante os dias da semana e metade do público mudou de C para B. A outra metade do público divide-se entre A e C e muito embora os pratos sejam exóticos o ticket médio é de R$21, considerado acessível para os padrões do nosso mercado. 

Artur e apetitosa "Família Circus"

As receitas do Circus você não encontra em nenhum lugar do mundo. Uma mistura paraense, com traços árabes e o peso indiscutível dos sabores americanos. Artur vai pra cozinha, experimenta, prova e cria novos pratos fazendo do cardápio um verdadeiro festival. Um exemplo é Jesus Cristo Super Star, com pescada amarela picada na ponta da faca e molho gorgonzola, criado em homenagem à semana santa.   

Além da qualidade da comida o Circus é uma experiência de consumo. Eles não querem ser chamados de “Fast Food”, tanto que os sanduíches são servidos em pratos. O objetivo é que o consumidor viva o clima do ambiente, com a música, as exposições, e até as lutas de MMA que rolam no telão.

Artur vai pra cozinha inventar os pratos.

Hoje, os três sócios sonham alto, e os planos pro futuro consistem em ampliar, e ampliar muito a atuação, transformando o Circus em uma marca mundial. Quem aparece lá, às 16h, como nós, pra fazer a matéria, vê que os três vivem o negócio e tem suas ideias impressas em cada parede da casa. O Circus tem a personalidade de seus donos, com a visão do que o público deseja, e para tal Artur garante que vai de mesa em mesa pedindo opinião dos clientes.  

A proposta do Circus reúne ingredientes essenciais para o sucesso de um negócio no mercado atual: experiência, inovação e, sobretudo, criatividade. Pra quem quer encontrar o caminho do promissor Oceano Azul, os espaços não explorados, os nichos, fica aí a preciosa dica.

A Estratégia do Oceano Azul: os espaços ainda não explorados pelo mercado

29 de março de 2010

W. Chan Kim e Renée Mauborgne

Busca por lucro, sustentabilidade, produtos ou serviços diferenciados em meio à concorrência. É um cenário, praticamente, de guerra que W. Chan Kim e Renee Mauborgne chamam de “oceano vermelho”. Em “A Estratégia do Oceano Azul” eles explicam como correr por fora. O livro é indicado por todos os professores de pós da Interpreta (FIA e ESPM).

Os autores falam em não concorrer com os rivais, mas torná-los irrelevantes. A obra alerta que é bastante improvável que uma estratégia convencional de negócios possa se transformar em lucro futuro, usando exemplos mundiais, de empresas que deram certo e outras que falharam. Então, os “oceanos azuis” são os espaços ainda não explorados pelo mercado. É o que chamamos de nicho.

A Estratégia do Oceano Azul está disponível na web pelo valor de R$50.

Empreendedores e futuros empreendedores, fica a dica da semana. A Interpreta Recomenda!