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Pesquisa revela perfil do consumidor de Belém que é mais influenciado por fatores sociais

7 de abril de 2010

A Interpreta revela mais uma de suas pesquisas: “Consumidor de Belém com maior propensão a influência de fatores sociais. Quem é esse consumidor que precisa da aprovação de amigos, familiares e pessoas próximas para comprar algo?   

Foi utilizada uma escala de 11 itens com frases como “raramente compro o que está na última moda até eu ter certeza que meus amigos aprovariam” ou “é importante que os outros gostem dos produtos e marcas que compro”. Os entrevistados concordaram ou discordaram das sentenças.

A Pesquisa curiosamente revelou que as pessoas mais influenciáveis da capital paraense são homens, indivíduos que não possuem filhos, e quanto mais jovem for o consumidor maior é sua disposição em ser sugestionado pelo meio.

E mais uma vez, assim como na pesquisa sobre compra por compulsão, a religião exerce influência sobre a compra. Pessoas que não possuem religião aparecem com maior propensão a influências de fatores sociais. A Interpreta acredita que a religião filtra a maneira como as pessoas enxergam a vida e, consequentemente, essa percepção reflete nos seus hábitos de consumo.

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Pesquisa analisou o comportamento do consumidor para descobrir o que o faz comprar em farmácia ou em supermercado

25 de março de 2010

O que leva o consumidor a comprar um xampu numa farmácia ou num supermercado? Essa decisão de compra, especificamente no caso de produtos de higiene pessoal, foi estudada pelo consultor de marketing Marcelo Samuel da Costa Magalhães em seu mestrado, defendido em dezembro de 2009 na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP.

Magalhães estudou o fenômeno da concorrência transversal, conhecida no exterior como Channel Blurring. Ela ocorre quando determinadas lojas vendem produtos que não são próprios do seu negócio principal. Um exemplo comum – objeto da pesquisa de Marcelo – são farmácias que vendem CDs, produtos de beleza e eletroeletrônicos. “Minha pesquisa analisou o comportamento dos consumidores, tentando descobrir o que os fazem consumir esses produtos na farmácia ou no supermercado”, explica.

Magalhães utilizou os trabalhos de Roger Blackwell, Paul Miniard e James Engel para avaliar a decisão de compra de um indivíduo sob quatro variáveis: grau de envolvimento do consumidor com o produto; percepção das diferenças entre os produtos; disponibilidade de tempo para decidir sobre a compra; e estado de humor do consumidor no momento da compra.

A partir das entrevistas, Magalhães concluiu que os consumidores que têm um alto grau de envolvimento com o produto, tendem a perceber e avaliar melhor as alternativas de compra. “O consumidor mais envolvido com o produto faz uma compra mais consciente. Ele avalia e decide se é mais vantajoso consumir no supermercado ou na farmácia”, explica o pesquisador.

 Já os consumidores menos envolvidos tendem a consumir nos locais mais cômodos e de fácil acesso. Por exemplo, uma pessoa que tem uma grande preocupação com produtos de beleza vai gastar mais tempo e ponderar mais para decidir onde comprar esses produtos. Outra pessoa, que dá pouca importância, poderá decidir mais pela comodidade, sem levar em conta a diferença de preço.