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Renato Borgheresi fala sobre bens de luxo para o mercado regional

20 de janeiro de 2010

O coordenador do curso de Marketing de Luxo da Espm acredita que projetos com foco em bens de alto valor, podem ser viáveis para a nossa economia, com tanto que se conheça a fundo os traços culturais do mercado consumidor. Renato explica que os consumidores de bens de luxo devem ser segmentados segundo critérios econômicos, sociais e psicológicos.

Os hábitos de consumo são variáveis de região para região, explica Renato, por isso é vital a utilização de métodos de pesquisa. “E pesquisa de natureza qualitativa e não quantitativa. O objetivo é desvendar o que leva o consumidor local a se comportar assim ou assado”, diz. Fatores como há quanto tempo as pessoas possuem dinheiro e como se tornaram ricos influenciam seus interesses de consumo.  

É importante também saber se esse público sente prazer em pagar altos preços em Belém, ou se ele prefere sair da cidade para comprar, porque viajar pra fazer compras é que dá a eles a sensação de consumir luxo de verdade. “Em cidades do interior de São Paulo existe expressivo número de pessoas com alto poder aquisitivo, mas que vão às grandes metrópoles para comprar, porque consumir no interior tem o estigma de brega”, conta Renato.  Há uma concentração de empresas de luxo no eixo Rio-São Paulo, onde ricos de todo o Brasil chegam cheios de disposição de mexer nos bolsos. 

Os bens de luxo são produtos e serviços de exigências muito particulares e sua gestão de mercado não se encaixa nas regras gerais do marketing para o consumo da massa. Segundo Renato, a mídia não é grande influenciadora desse público. Trata-se de uma categoria muito mais movida pela necessidade de socialização. “Uma boa estratégia é patrocinar formadores de opinião, personalidades regionais, com produtos da marca que se deseja fortalecer”, exemplifica. De acordo com Renato essas pessoas, em evidência, são grandes trunfos para fortalecer uma marca, por serem admiradas em seus estilos de vida.

Fundamental para o mercado de luxo é oferecer exclusividade. É necessário que se crie um mecanismo de compra que seja exótico e que a pessoa tenha a sensação de diferenciação. Um bom exemplo de produto no mercado de luxo que tem dado certo são as agências de viagens gastronômicas. O cliente viaja exclusivamente para comer o prato que escolheu. Isso é exclusivo, poucas pessoas terão o privilégio de contar sobre essa proeza, portanto, paga-se o preço que for. É luxo!

O mercado de luxo no Brasil

19 de janeiro de 2010

O que é luxo pra você? E por que tanta gente consome produtos de alto valor? O luxo tornou-se um importante mercado em tempos globais. Movimenta cifras altas de dinheiro e é notável fonte de atividade econômica.

Na Europa, a compra de uma roupa de grife, por exemplo, é motivada, em grande parte, pelo background da marca. Ou seja, para o mercado de produtos de luxo europeu a marca precisa transmitir história, genealogia e tradições, exigências coerentes com os traços culturais daquele povo.    

No Brasil, o consumo do luxo ocorre de forma bem diferente. Aqui a compra acontece sem a exigência de conteúdo intelectual como base. Quando o brasileiro paga caro é muito mais em função do valor e do status social que o produto agrega à sua imagem. 

Nos últimos cinco anos, chegaram em terras tupiniquins, lojas de altíssimo nível como a joalheria Tiffany, a única loja do estilista italiano Giorgio Armani na América Latina, a fabricante de relógios Bulgari, a grife italiana de jeans Diesel, a Dolce & Gabbana, além da tradicional Louis Vuitton, um dos símbolos máximos desse mercado.   

Há aí um paradoxo: mesmo em um país de desigualdades e de população que, em sua maioria, nem de longe vive em boas condições econômicas, o mercado de produtos de alto valor no Brasil cresce uma média de 35% ao ano e fatura cerca de R$ 2,4 bilhões.

E no Pará?

Será que há mercado para produtos de luxo por essas bandas? Renato Borgheresi, coordenador do curso Marketing de Luxo da ESPM, é quem tira a dúvida.  

Confira em nosso próximo post.