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Caso Zara e a opinião do paraense

19 de agosto de 2011

Esta semana explodiu a notícia de que a marca Zara, que faz parte do grupo espanhol Inditex, estaria envolvida em crimes de exploração de trabalho escravo. A fornecedora da rede espanhola no Brasil mantinha uma casa em São Paulo com 15 bolivianos e um paraguaio, trabalhando em condições irregulares.

Ontem, o grupo Inditex declarou que vai revisar o sistema de produção de seus fornecedores no país para garantir que não haja exploração dos funcionários.   A companhia também exigiu que o fornecedor responsável pela subcontratação irregular reverta à situação. No Ministério do Trabalho e Emprego, MTE outras 20 investigações sobre grifes de roupas nacionais e internacionais de nomes ainda não revelados estão em andamento.

A notícia foi manchete nos principais jornais e o tema chegou a ser Trendtopics Brasil do Twitter. O consumidor de hoje, que presta muito mais atenção aos temas que dizem respeito a ética das empresas,  se dividiu. Veja aqui a opinião dos paraenses:

Andrey Alves

“Pelo o que eu acompanhei esses bolivianos que viviam em regime de semi – escravidão prestavam serviço à uma empresa que prestava serviço à Zara. Claro que a noticia é impactante mas não sei até onde a Zara tem culpa nessa história. Acho que continuaria comprando na marca até provassem a verdadeira culpa da loja” Andrey Alves – Publicitário

Adriana Sá

“O que me deixou mais descontente com a marca, foi o pronunciamento da Diretora querendo jogar a culpa em cima desses trabalhadores.  Sei que outras tantas lojas também usam de tal serviço, e que estamos longe de imaginar, mas eu afirmo e reitero, não compro e sempre que alguém falar de marca e tocar no nome da ZARA, irei lembrar desta matéria”.  Adriana Sá – jornalista.

Fernanda Reis

“Já comprei muitas roupas na Zara. E algumas ainda até tenho. Não acho certo o que aconteceu. Fiquei realmente chocada! Mas eu compraria sim novamente na loja. Tem uns modelos incríveis que a gente só encontra lá”. Fernanda Reis – Administradora

Atenção: No próximo post você confere o que fazer em um momento como esses. Em matérias especiais sobre gerenciamento de crises. Não perca! 

Como se diferenciar dos outros concorrentes na era digital?

13 de junho de 2011

Imagem meramente ilustrativa

Primeiramente, encare o consumidor de hoje como um ser humano que bombardeado de mensagens diariamente jamais poderá dar conta de registrar todas elas. Por não ter “Super-Poderes” o receptor presta atenção apenas naquilo com o que se identifica. O resumo da ópera é que dar um control C + control V na estratégia alheia é a sua grande chance de passar batido.   

Na tentativa de envolver os clientes, as marcas fazem copias e mais copias do que o vizinho anda fazendo. Acontece que a sua empresa tem uma missão diferente, que deve ser levada em conta, acima de tudo. Portanto há que se pensar em estratégias inovadoras que estejam lincadas com sua proposta.

Para você inovar com segurança, elaboramos alguns passos:

  1. Defina o objetivo da estratégia;
  2. Defina o seu público-alvo – Vale lembrar que definir quem você atingirá é que te permite saber o que fazer para alcançar um determinado público;
  3. Calcule os gastos;
  4. Faça um cronograma de avaliação
  5. Avalie se o processo definido é capaz de gerar uma inovação ou ela simplesmente faz o “mais do mesmo”;
  6. Inicie a execução das etapas;
  7.  Providencie novos sistemas e ideias para a melhoria contínua da estratégia;
  8. Preste atenção na sua missão e no foco da sua estratégia e sempre que tiver dúvida volte a ler o seu objetivo;
  9. Fique de antenas ligadas. Só quem presta atenção no mundo ao seu redor pode dar um passo a frente, e o mundo digital tem novidades o tempo todo;
  10. Observe, leia, pesquisa e, sobretudo, crie.

Telemarketing pode ser uma grande furada

6 de junho de 2011

O telemarketing surgiu nos anos 80 com a promessa de facilitar o relacionamento entre empresas e cliente. Mas com o passar do tempo não foi bem isso que aconteceu. O efeito tem sido o inverso.  Uma estrutura de atendimento via telemarketing requer um investimento alto, então as empresas terceirizam o serviço. O resultado é um atendimento campeão de reclamações.

Marilia: "Foi ridículo"

Marília Cardoso, estudante, conta que recentemente foi abordada por um representante de uma escola de cursos profissionalizantes. Ela nem tinha muito interesse, mas como precisava apenas dar o nome e concorrer a uma bolsa, aceitou. Uma semana depois recebeu uma ligação. “A telefonista me disse que eu tinha ganhado uma bolsa de 50%. Ela falava de uma forma absurdamente forçada, como se eu tivesse ganhado na loteria. Ficou ridículo. Foi tão engraçado que eu não conseguia parar de rir e pedi pra ela ligar mais tarde. Meu interesse em fazer o curso era pouco agora é zero”, avalia Marília.

Marcelo: "Não atendo mais esse tipo de serviço"

O administrador, Marcelo Mutran, já teve inúmeras experiências desgastantes com esse tipo de serviço. Hoje ele afirma que depois de muitas horas perdidas ao telefone com pessoas despreparadas, prefere recusar esse tipo de chamada e quando percebe que é Call Center, desliga o telefone. “Não tem preparo nenhum para esse tipo de serviço. É só perda de tempo. Eu desligo mesmo o telefone” afirma.

Terceirizar esse tipo de serviço é um risco enorme, posto que os próprios funcionários da sua empresa levam anos para conhecer e se alinhar com a missão organizacional, imaginem só funcionários de outras empresas! Será que eles estão realmente aptos a falar sobre o seu negócio?  

Outro ponto importante é que estratégias de convencimento não cabem em ações de telemarketing. Ligar para vender produtos que envolvem conhecimentos técnicos é tudo que o consumidor mais detesta.

No caso de promoções, estratégias enganosas são facilmente percebidas pelo consumidor que além de descartar a sua empresa, ainda vai falar mão dela pro maior números de pessoas que puder.

Vale lembrar também que em qualquer situação o bom preparo dos profissionais envolvidos vai fazer toda a diferença. Colocar a sua secretária pra falar com os clientes é uma hipótese descartada.

Em alguns casos o telemarketing pode funcionar bem, mas precisa ser muito bem avaliado e exige uma estrutura muito bem elaborada para que o objetivo seja alcançado. Pra não cair em armadilhas é bom tomar bastante cuidando antes de lançar mão do serviço.